Lue Elizondo admite contato direto com materiais exóticos e revela temores de segurança em conversa inédita com James Fox

A nova conversa entre o cineasta James Fox e o ex-oficial de inteligência Lue Elizondo, gravada no recém-inaugurado Bombshells American Cantina, em Buffalo, Wyoming, trouxe declarações raras e diretas sobre material exótico, riscos pessoais e o clima tóxico que envolve a comunidade ufológica. O vídeo, publicado por Fox, reúne quase doze minutos em que Elizondo fala de modo mais pessoal do que de costume — e deixa pistas claras sobre como enxerga o fenômeno e seu próprio papel nele.

Logo no início, quando Fox pergunta se ele é uma testemunha de primeira mão do fenômeno UAP (sigla para Unidentified Anomalous Phenomena, ou “Fenômenos Anômalos Não Identificados”), Elizondo responde “first hand”, mas pede para “deconstruir” o termo. Ele explica que sempre foi um analista focado no que chama de “nuts and bolts”, expressão usada para indicar uma abordagem material e técnica, voltada a evidências concretas. E então faz a revelação central: afirma ter visto material físico cuja composição confundiu “cientistas muito bons e muito proeminentes” dentro do Departamento de Defesa e da comunidade de inteligência. Segundo ele, a estrutura molecular apresentava “um nível de especificidade e tecnologia que simplesmente não tínhamos”.

Fox insiste: isso o torna uma testemunha direta? Elizondo confirma que sim — testemunha direta de que o governo estuda o tema há muito tempo e de que há material extremamente incomum sob posse oficial, material que, nas palavras dele, “pode muito bem não ser daqui”.

Quando Fox pergunta se ele iria para a prisão caso revelasse tudo o que sabe, Elizondo é ainda mais claro. Diz “sim, ou potencialmente coisa pior”, afirmando que não é exagero. Explica também por que vive armado, por que tem cães de proteção e por que escolheu morar onde mora: segundo ele, há “perigos reais” e pessoas que desejam ver o tema ser enterrado por mais 80 anos. Ele reforça que jamais divulgará informação classificada, mesmo sob críticas, e que nunca expôs colegas para “provar quem era”.

A conversa então migra para o lado humano do processo. Elizondo fala do peso irreal colocado sobre figuras públicas que tratam do tema, de como se espera que não errem, e do quanto isso desumaniza a discussão. Ele se descreve como alguém que erra, admite seus erros e segue em frente, criticando o clima agressivo da comunidade ufológica e o que chama de “teclado-guerrilhas” — pessoas que atacam escondidas, espalhando fofoca, difamações e até doxxing (exposição indevida de dados pessoais), ação que, segundo ele, atingiu sua própria família.

Fox, visivelmente desconfortável com a hostilidade online, reage chamando Elizondo de patriota e lembrando os riscos que ele e Chris Mellon assumiram ao desencadear a reportagem histórica do New York Times em 2017, que reacendeu o debate moderno sobre UAP.

No final, Fox faz uma pergunta simples e poderosa: o que Elizondo diria ao mundo se tivesse apenas 30 segundos em um púlpito para falar sobre UAP?
Elizondo, pela primeira vez na entrevista, pede tempo. Diz que não quer responder de maneira impulsiva e que talvez precise “começar a pensar em termos como esse”. É uma pausa rara — e reveladora — de alguém que costuma evitar falar sobre o fenômeno em termos amplos ou finais.

A entrevista termina com ambos rindo, caminhando pelo bar e mostrando o mural de um P-40 Warhawk pintado por uma artista local. A leveza contrasta com o peso das declarações anteriores: um testemunho de primeira mão sobre materiais exóticos, riscos à integridade física e um apelo por civilidade num debate que, segundo ele, “está erodindo a democracia”.

Fontes:
https://x.com/jamescfox/status/1996738274946437465

Compartilhar

Relacionadas