O presidente do Comitê de Supervisão da Câmara dos EUA, James Comer, confirmou que a Secrets Task Force — grupo criado para investigar UAPs (Fenômenos Anômalos Não Identificados) — deve ganhar uma nova sobrevida no início de 2026. A declaração veio em uma conversa informal captada pelo jornalista Matt Laslo, do Ask a Pol UAP, enquanto ambos caminhavam pelos túneis do Capitólio.
Comer explicou que a equipe já recebeu uma renovação anterior, válida por seis meses, e que as regras internas permitem apenas uma segunda extensão. Por isso, a estratégia agora é ajustar o nome e o formato, garantindo que a investigação continue sem esbarrar em limitações burocráticas. Segundo ele, a mudança seria mínima — “trocar uma palavra ou outra” —, o suficiente para manter o trabalho vivo.
O congressista também reconheceu a complexidade do tema, chamando a pauta UFO de “um assunto difícil”, o que reforça o peso político e institucional que investigações de alto nível vêm acumulando desde que ex-oficiais, como o denunciante David Grusch, passaram a depor publicamente. Comer mostrou satisfação com o desempenho da atual liderança da task force, hoje sob comando da deputada Anna Paulina Luna, e direcionou para ela qualquer discussão sobre a intensidade ou frequência das próximas ações.
Apesar do aparente avanço, suas palavras também revelam um clima de atenção reduzida em comparação ao Congresso anterior. Comer iniciou uma resposta afirmando que o foco realmente diminuiu, mas rapidamente recuou, sugerindo a sensibilidade do tema dentro da Câmara. Ainda assim, a confirmação de que haverá “mais coisas sobre UFOs” nos próximos meses indica que o assunto continua vivo entre os parlamentares, sobretudo no núcleo que tenta fortalecer a transparência e o controle legislativo sobre programas secretos envolvendo tecnologias anômalas.
Para especialistas e entusiastas do desacobertamento — termo usado para descrever a divulgação pública de informações mantidas sigilosas sobre UAPs — a fala de Comer funciona como um sinal de que o esforço não está estagnado. A continuidade da task force é vista como uma peça fundamental para permitir novos depoimentos, possíveis audiências futuras e, eventualmente, a obtenção de documentos classificados cuja existência vem sendo discutida publicamente desde 2023.
No fundo, a mensagem de Comer aponta para um movimento discreto, mas persistente: mesmo em meio à oscilação política e à disputa de prioridades no Congresso americano, a investigação de UAPs segue ativa, adaptando sua forma para sobreviver aos limites formais e ao cansaço legislativo — e mantendo viva a pergunta que impulsiona todo o debate: o que o governo realmente sabe e ainda não contou?
Fontes:
• https://www.askapoluaps.com/p/secrets-task-force-new-lease-on-life







