Vídeo militar exibido no Weaponized mostra três UAP em formação triangular no Golfo Pérsico e reacende debate sobre casos “oficiais”

O episódio do WEAPONIZED apresentado por George Knapp e Jeremy Corbell trouxe, como ponto central, a exibição de um vídeo que eles descrevem como filmado por plataforma militar e catalogado como UAP (Fenômenos Anômalos Não Identificados). A gravação mostra três objetos que aparecem como “orbs” (pontos/esferas) em formação triangular, com um deles fazendo um movimento que quebra a geometria por instantes — detalhe que, segundo os apresentadores, ajuda a descartar a leitura de “um único triângulo sólido” e reforça a ideia de três alvos coordenados.

De acordo com as informações exibidas na publicação do clipe, o registro teria sido feito em 23 de agosto de 2012, às 18:21 UTC, sobre o Golfo Pérsico, e capturado em FLIR (Forward Looking Infrared, câmera infravermelha que detecta diferenças de temperatura). Eles também afirmam que a plataforma seria um MQ-9 Reaper, descrita como “alta confiança”, e que os objetos foram observados e acompanhados ativamente. No ar, Knapp e Corbell destacam que não se vê asas, cauda ou exaustão e que não aparece uma assinatura térmica “tradicional”, o que eles tratam como um dos elementos que sustentariam o interesse do caso.

O episódio enfatiza que o cenário também importa: o Golfo Pérsico é uma área com presença intensa de sensores e patrulhas, o que gera mais registros por um motivo simples — onde há mais vigilância, há mais filmagens. É nesse ponto que o programa tenta dar peso jornalístico ao material: não como “prova final” do que são os objetos, mas como um exemplo de vídeo que, segundo eles, circulou em contexto oficial e foi rotulado como UAP, algo que os próprios apresentadores usam para criticar a falta de transparência de órgãos que, em tese, deveriam analisar e divulgar melhores evidências.

Depois de colocar o vídeo na mesa, o episódio abre espaço para o tema maior: a disputa internacional para entender e explorar tecnologia associada a UAP, incluindo reverse engineering (engenharia reversa, que é tentar reproduzir tecnologia a partir de materiais e dados já existentes). É aí que entra o relato de Knapp sobre sua investigação na Rússia nos anos 1990, quando ele diz ter tido acesso a entrevistas e documentos ligados a programas soviéticos de estudo do fenômeno, com menções a iniciativas como “SETKA” e “Thread 3”, descritas como esforços de coleta em larga escala e análise estratégica.

A conversa também passa por alegações antigas que voltam com força quando esse tipo de documento é citado — como episódios envolvendo instalações militares e até sistemas nucleares —, mas o próprio formato do programa deixa claro que a “cola” da narrativa é o mesmo ponto: enquanto governos evitariam admitir o essencial, materiais como o vídeo exibido serviriam para manter o debate vivo e pressionar por explicações mais diretas.

No fim, o que o Weaponized realmente entrega neste episódio é um contraste: de um lado, um vídeo curto e chamativo, com três pontos em formação e uma manobra “estranha” que prende o olhar; do outro, uma discussão longa sobre bastidores, documentos e disputas de inteligência. A aposta é clara: usar o impacto do vídeo para puxar o público para a ideia de que existem mais arquivos, mais registros e mais histórias do que o que chega oficialmente ao cidadão comum.

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