Uma reportagem publicada pelo site Liberation Times, assinada pelo jornalista Christopher Sharp, afirma que múltiplas fontes relataram a existência de um programa ligado a UAP (Fenômenos Anômalos Não Identificados) dentro do ODNI (Office of the Director of National Intelligence, o órgão que coordena toda a comunidade de inteligência dos Estados Unidos). Segundo o texto, durante o governo Obama, James Clapper e Stephanie O’Sullivan teriam supervisionado esse esforço, que incluiria a derrubada e a recuperação de veículos descritos como “exóticos” e possivelmente de origem não humana.
De acordo com a matéria, três fontes independentes disseram ao Liberation Times que Clapper teria conduzido o programa ao lado de O’Sullivan e que a iniciativa remontaria ao período em que ele ocupou o cargo de Under Secretary of Defense for Intelligence, entre 2007 e 2010. Nesse mesmo intervalo, O’Sullivan liderava o Diretório de Ciência e Tecnologia da CIA e, em 2009, foi promovida a um dos cargos mais altos da agência.
Um dos pontos mais sensíveis do relato é a alegação de que o programa teria um codinome específico. Uma das fontes afirmou que a iniciativa se chamaria “Golden Domes” e seria operada em conjunto pela CIA e pela USAF (United States Air Force, a Força Aérea dos Estados Unidos). Ainda segundo essa fonte, o sistema seria capaz de detectar e rastrear UAP mesmo quando estivessem “cloaked” (camuflados, ou seja, ocultos de sensores convencionais) e no momento em que “se manifestassem fisicamente”, expressão usada para descrever aparições consideradas incomuns.
A reportagem conecta essas alegações a declarações públicas recentes. No documentário “The Age of Disclosure”, James Clapper teria mencionado a existência de um programa da Força Aérea voltado ao monitoramento de atividades anômalas, especialmente em áreas de testes altamente classificadas, como a Área 51, no estado de Nevada. Segundo a citação reproduzida, ele afirmou: “When I served in the Air Force, there was an active program to track anomalous activities that we couldn’t otherwise explain”.
Em outra frente, o texto destaca declarações do ex-oficial de inteligência e denunciante David Grusch, feitas em entrevista à jornalista Megyn Kelly. Grusch afirmou que Clapper teria tido conhecimento direto e envolvimento na gestão de programas de “crash retrieval” (recuperação de destroços de quedas), sugerindo um papel mais ativo do que o reconhecido publicamente até agora.
A matéria também menciona Charles McCullough III, advogado de Grusch e ex-Inspector General da comunidade de inteligência, cargo no qual se reportava diretamente a Clapper quando ele era DNI (Director of National Intelligence, diretor da inteligência nacional). Segundo o Liberation Times, esse vínculo reforçaria a proximidade institucional entre os nomes citados e os temas investigados.
No pano de fundo, a reportagem traça conexões históricas entre setores da inteligência, forças armadas e empresas do complexo aeroespacial. Aparecem ainda referências a Dick Cheney, a empresas frequentemente citadas em debates sobre supostos programas de engenharia reversa, e a relatos internacionais mencionados pelo jornalista George Knapp, incluindo alegações de interceptações de UAP por forças militares russas.
Apesar do volume de detalhes e nomes envolvidos, o próprio texto ressalta que se trata de alegações baseadas em fontes, sem confirmação oficial até o momento. Ainda assim, pelo peso institucional das figuras citadas e pela gravidade do que é descrito, a reportagem tende a intensificar a pressão pública por esclarecimentos e respostas diretas das autoridades mencionadas.







