Uma reportagem do New York Post, publicada em 7 de fevereiro de 2026, diz que o jornalista George Knapp tornou públicos, em 16 de janeiro de 2026, documentos de inteligência sobre UFOs (sigla em inglês usada para “objetos voadores não identificados”) que ele afirma ter contrabandeado da Rússia em 1993, logo após a queda da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) em 1991. O material inclui imagens reproduzidas na matéria, como um foto-negativo associado ao que o jornal chama de UFO “tipo água-viva”.
Pelo relato do Post, Knapp já falava desse episódio há anos, mas só agora decidiu liberar parte do acervo que teria trazido “sob o nariz da KGB” (serviço de segurança e inteligência soviético). O jornal afirma que os documentos, traduzidos, mostram a extensão com que a União Soviética e a Federação Russa pós-soviética teriam tratado o tema, apesar de o governo comunista ter classificado UFOs como propaganda de “imperialistas americanos” em 1953.
Segundo a reportagem, o conjunto descreve programas oficiais com nomes e períodos específicos: “Network-AN” (1979), “Galaxy-MD” (1981–1985), “Pluton 7” (1989 e 1990) e um programa chamado “Thread 3”, apontado como contínuo. O Post também cita um relatório de 1993 que afirmaria que avistamentos e interações “aumentaram muito” após 1978.
Entre os casos destacados, o jornal descreve um episódio datado de 13 de fevereiro de 1989 em Nalchik, com “centenas” de testemunhas. O Post diz que o objeto teria cerca de 450 pés de largura e teria voado a aproximadamente 300 pés do solo, com uma sequência de luz vermelha descendo, luzes verdes se separando e depois se reunindo, antes de o fenômeno voltar mais tarde acompanhado por um objeto menor. A reportagem afirma que havia militares, funcionários de aeroporto e astrônomos entre os relatos.
O texto também traz uma narrativa atribuída a Anatoly Malishev, descrito com 18 anos, que teria sido levado para dentro de uma nave em 21 de julho de 1975 e submetido a um exame com “detectores” presos ao corpo e “algo como uma coroa” na cabeça. O Post diz que um investigador russo manteve contato com ele por anos e o descreveu como alguém sem interesse em “fantasia”.
Outro episódio citado pelo jornal teria ocorrido em 27 de junho de 1979, em Derzhavinsk, no Cazaquistão, envolvendo crianças e adultos que teriam visto seres muito altos, descritos como esguios e de olhos cor-de-rosa brilhantes, com investigadores relatando mais tarde que as crianças mantinham lembranças consistentes.
A matéria ressalta que os documentos não chegam a uma conclusão definitiva sobre o que seriam os fenômenos, apenas indicam que mereciam investigação adicional. O Post também atribui a Jeremy Corbell, descrito como jornalista investigativo e parceiro de Knapp no podcast Weaponized, a avaliação de que liberar o material amplia o registro público e evidencia o grau de seriedade com que a Rússia teria encarado o tema. A reportagem ainda menciona Knapp em uma audiência do Congresso dos EUA sobre UAP (Fenômenos Anômalos Não Identificados, termo oficial usado por órgãos do governo para o que muita gente chama de OVNI).







