Eric Burlison diz ter visto vídeos secretos de UAP, cita Anna Paulina Luna e Tim Burchett em briefing fechado e aponta Matthew Brown como fonte-chave de pistas

O deputado americano Eric Burlison afirmou em entrevista recente que participou de briefings classificados no Congresso dos Estados Unidos nos quais foram exibidos vídeos oficiais de UAP, sigla usada pelo governo para Fenômenos Anômalos Não Identificados. Segundo ele, as imagens mostram objetos que permanecem sem explicação conhecida e que apresentam comportamentos considerados fora dos padrões tecnológicos atuais.

Burlison deixou claro que o relato parte exclusivamente dele. Ele afirma que viu pessoalmente vários desses vídeos e que, em pelo menos um dos briefings, estavam presentes outros parlamentares. Entre os nomes citados por ele estão Anna Paulina Luna e Tim Burchett, além de outros deputados. Nenhum deles falou publicamente sobre o conteúdo exibido, e Burlison não atribui falas ou avaliações aos colegas, apenas registra a presença deles na sala.

De acordo com o congressista, os vídeos não são registros em alta definição. Ele mesmo afirma que não se trata de imagens “em 4K”, o que considera frustrante. Ainda assim, diz que o ponto central não é a nitidez, mas o comportamento dos objetos. Burlison relata que os movimentos observados aparentam velocidades e manobras que desafiam explicações convencionais, independentemente da distância ou do ângulo de filmagem.

Outro ponto relevante levantado por Burlison é a existência de mais material ainda não acessado. Ele afirma ter visto “meia dúzia ou mais” de vídeos e diz ter conhecimento da existência de muitos outros. Segundo ele, o grupo de parlamentares tenta agora obter acesso a cerca de duas dezenas de registros adicionais que permanecem classificados e fora do alcance do público.

Nesse contexto, Burlison menciona o papel de Matthew Brown, ex-integrante da inteligência que se tornou conhecido após divulgar o relatório chamado Immaculate Constellation. O deputado afirma que as informações tornadas públicas por Brown ajudaram a indicar onde procurar, quais arquivos solicitar e quais programas questionar dentro da burocracia do governo. Ele ressalta, porém, que Brown não trabalha para o Congresso nem integra formalmente nenhuma equipe parlamentar.

A entrevista também aborda as dificuldades estruturais enfrentadas pelo Legislativo para investigar o tema. Burlison diz que muitas agências não reportam adequadamente suas atividades ao Congresso, que há orçamentos ocultos e um nível extremo de compartimentalização, termo usado para descrever a separação rígida de informações entre órgãos e programas. Segundo ele, até mesmo o Office of Inspector General, órgão interno de fiscalização, encontrou obstáculos para rastrear fluxos de verba e responsabilidades.

Apesar do tom sério, Burlison insiste em se apresentar como cético. Ele afirma que já saiu de briefings convencido de que “há algo ali” e, em outros momentos, achando que tudo pode ter explicações comuns ainda não compreendidas. Para ele, ouvir relatos não é suficiente. O deputado diz que só se sentirá plenamente convencido quando houver evidência direta e inequívoca, como imagens claras ou dados técnicos incontestáveis.

Mesmo assim, o relato reforça um ponto central do debate atual: existem vídeos oficiais, vistos por parlamentares, que permanecem fora do alcance do público e sem explicação conclusiva. Para Burlison, a discussão não é apenas sobre vida extraterrestre, mas sobre transparência, uso de recursos públicos e o direito da sociedade de entender o que está sendo observado nos céus e registrado por seus próprios sistemas militares.

Compartilhar

Relacionadas