O projeto de lei H.654, que propõe a criação de uma força-tarefa estadual para lidar com UAP (Fenômenos Anômalos Não Identificados, termo oficial usado pelo governo dos EUA), ganhou novo fôlego após uma entrevista do deputado estadual Troy Headrick ao programa Jesse Weber Live, da NewsNation, exibida em 20 de janeiro de 2026.
Na entrevista, Headrick reforçou que a iniciativa não nasce de crença ou curiosidade sobre OVNIs, mas de um problema concreto de gestão pública. Em suas palavras, “à medida que nossas capacidades de radar aumentam, estamos vendo cada vez mais desses fenômenos anômalos que não são identificáveis”. Para o deputado, ignorar esses registros seria negligenciar dados relevantes para a segurança do espaço aéreo.
Headrick explicou que o projeto é propositalmente limitado e técnico. “É um projeto bastante restrito, criado basicamente para estabelecer uma força-tarefa com o objetivo de coletar dados e trazer transparência para a conversa sobre os UAP”, afirmou durante o programa. A proposta cria a Vermont Airspace Safety and Unidentified Anomalous Phenomena Task Force, responsável por centralizar relatos, avaliar riscos e produzir análises regulares.
Segundo o parlamentar, o grupo teria a missão de “avaliar relatos de quaisquer objetos não identificados, sejam aéreos ou subaquáticos, analisar riscos ao espaço aéreo e à segurança pública, coordenar com parceiros federais e acadêmicos e depois apresentar conclusões e recomendações”. A ênfase, repetida várias vezes na entrevista, está na organização de informações que hoje permanecem fragmentadas.
A transparência com o público aparece como um dos pilares do projeto. Headrick destacou que a iniciativa surge logo após relatórios federais desclassificados baseados em testemunhos de pilotos militares e civis. “Estamos vindo logo depois de relatórios federais recentemente desclassificados, feitos por pessoas extremamente credíveis”, disse, acrescentando que muitos dados seguem inacessíveis por envolvimento com contratos e sistemas classificados.
Para contornar essa limitação, ele defende estruturas estaduais próprias. “Acho importante estabelecer sistemas estaduais onde esse tipo de relato possa ser centralizado, os dados acumulados e depois divulgados regularmente”. O texto do projeto prevê relatórios anuais e fóruns públicos, permitindo acompanhamento contínuo por parte da sociedade.
Questionado no programa sobre por que o tema o preocupa, mesmo não sendo um entusiasta do assunto, o deputado foi direto: “Existe uma razão muito prática para essa coleta de dados”. Ele citou o crescimento acelerado do uso de drones em entregas, vigilância e operações policiais. “Queremos criar políticas baseadas em evidências, e para isso precisamos começar agora, com coleta de dados”, afirmou.
A entrevista na NewsNation ajudou a deslocar o debate do campo do mistério para o da governança. O projeto passa a ser visto não como uma reação a relatos extraordinários, mas como uma resposta administrativa a um espaço aéreo cada vez mais complexo, onde fenômenos não identificados — independentemente da origem — representam variáveis reais de risco e planejamento.
A matéria publicada anteriormente pelo Desperta News detalha o protocolo do projeto, seu enquadramento legislativo e o contexto federal que o sustenta. Ela pode ser lida aqui:
https://despertanews.com.br/ufologia/projeto-de-lei-estadual-cria-forca-tarefa-oficial-para-investigar-uap-e-marca-novo-passo-institucional-em-eua/
Fontes:
https://www.newsnationnow.com/
https://legislature.vermont.gov/bill/status/2026/H.654
Origina: youtube.com/watch?v=06MvdGF2CnY







