Denunciante Matthew Brown apresenta proposta de taxonomia científica para investigar inteligências e tecnologias anômalas e reacende o debate na ufologia

O denunciante Matthew Brown, conhecido por relatar publicamente que teria tido contato com informações relacionadas a um suposto programa secreto chamado Immaculate Constellation, voltou a chamar atenção ao apresentar uma proposta inédita para o estudo de fenômenos anômalos. Em seus textos e entrevistas, Brown argumenta que a investigação de UAP, sigla para Fenômenos Anômalos Não Identificados, precisa de um método mais claro e acessível ao público. Para ele, a solução está em aplicar taxonomia, que é o sistema de classificação usado na biologia para organizar seres vivos, adaptada ao contexto das inteligências e tecnologias desconhecidas descritas em relatos.

Brown afirma que o campo enfrenta limitações severas por causa do sigilo institucional, da falta de acesso a amostras físicas e da dificuldade de obter validação acadêmica. Por isso ele propõe um retorno ao básico da ciência, que começa pela observação humana. Segundo ele, organizar relatos de forma sistemática é um passo essencial para transformar dados dispersos em algo comparável e útil para futuras pesquisas.

Uma parte central de sua proposta é substituir o termo NHI, que significa Inteligência Não Humana, por XI, que significa Inteligência Anômala. Brown explica que NHI pressupõe uma origem definida, algo impossível de afirmar com base nos dados públicos. XI mantém neutralidade. A palavra anômala descreve algo observado ou inferido, mas cuja natureza ainda não está estabelecida. Essa diferença, segundo ele, evita conclusões prematuras e abre espaço para interpretações mais amplas.

Para estruturar relatos sobre possíveis seres associados a UAP, Brown sugere adaptar a taxonomia criada por Carl Linnaeus, que é a base da classificação biológica moderna. O modelo incluiria níveis que descrevem desde a bioquímica possível de um organismo até sua linhagem evolutiva. Essa adaptação permitiria distinguir relatos que se aproximam de padrões da vida terrestre daqueles que sugerem desvios completos.

A proposta também abrange as chamadas tecnologias anômalas. Em vez de usar termos como UFO ou UAP, que sugerem apenas objetos no céu, Brown adota o conceito de X-Tech, sigla para Tecnologia Anômala. Ele argumenta que muitos relatos descrevem luzes sem estrutura sólida, fenômenos que cruzam ar, água e solo, manifestações que interagem com o ambiente ou que parecem responder a estímulos. Para estudar essa variedade, Brown propõe quatro elementos simples. Forma descreve o que é visto. Função é inferida pelos efeitos aparentes. Assinatura reúne sinais como luz, calor ou interferência eletromagnética. Comportamento observa como o fenômeno se move ou reage.

A intenção declarada por Brown é criar uma linguagem comum entre pesquisadores independentes. Ele afirma que organizar dados desse modo não substitui a ciência formal, mas prepara terreno para investigações futuras, especialmente enquanto informações oficiais permanecem inacessíveis. Segundo ele, só é possível avançar se houver um método que transforme relatos em dados utilizáveis.

A proposta ainda está em desenvolvimento, mas já atrai interesse por oferecer um caminho simples e estruturado para um tema historicamente marcado por fragmentação. Ao aproximar a ufologia de um método científico claro, Matthew Brown reacende o debate sobre como estudar inteligências e tecnologias anômalas de forma responsável e colaborativa.

https://sunofabramelin.substack.com/p/taxonomies-of-the-invisible-frontier

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