Nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, o Caso Varginha (1996) ganha um palco incomum: uma coletiva de imprensa pública no National Press Club, em Washington, D.C. O evento está marcado para 11h (horário de Washington) — o que corresponde a 13h no Brasil (horário de Brasília/São Paulo), já que nesta época do ano Washington está em EST (Eastern Standard Time, UTC−5) e o Brasil em UTC−3.
No Brasil, o Portal Fenomenum confirmou que fará cobertura ao vivo pelo YouTube, permitindo acompanhar em tempo real sem depender apenas de canais estrangeiros. A transmissão fica na aba de lives do canal.
O responsável por conduzir a coletiva é o documentarista James Fox, conhecido por trabalhos sobre UAP (Fenômenos Anômalos Não Identificados, termo usado hoje no lugar de “OVNI”). Em conversa com o jornalista Ross Coulthart, Fox descreve o encontro como um evento “de virar o jogo” — e insiste num ponto específico: para ele, ver testemunhas em documentário não tem o mesmo peso que encontrá-las pessoalmente, “olhar nos olhos”, “apertar a mão” e fazer perguntas difíceis ali, ao vivo, diante de todos.
Segundo Fox, a proposta é justamente tirar o tema do modo “só relato gravado” e transformar a coletiva num momento de confronto público de versões. Por isso, ele reforça que o evento é gratuito, aberto ao público e que a ideia é permitir que qualquer pessoa registre, compartilhe e retransmita. Em postagem recente, Fox foi direto: incentivou o público a filmar, divulgar e fazer transmissões ao vivo — e, quando perguntado se haveria livestream, respondeu que haverá “muitas” transmissões, com anúncios específicos sendo divulgados por diferentes canais.
O próprio site do National Press Club lista o evento como “UAP (UFO) Press Conference”, no Ballroom, e inclui um aviso importante: não é um evento patrocinado ou endossado pelo National Press Club — ou seja, o clube cede o espaço, mas a responsabilidade é dos organizadores e do contato divulgado na página.
O que deve acontecer na prática, pelo que Fox explica na entrevista, é uma apresentação voltada ao Caso Varginha e seus desdobramentos, com ênfase em testemunhos em primeira mão e em como esses relatos se conectariam a temas maiores do debate UAP, como crash retrievals (recuperação de destroços após quedas) e pedidos por mais transparência e proteção a whistleblowers (denunciantes). Fox também diz que o evento foi planejado para ser “espalhável”: além de ser aberto, deve incluir exibição de depoimentos em vídeo e material pensado para circular rapidamente depois.
Na entrevista, um trecho chama atenção pelo tom: quando Coulthart pergunta sobre possibilidade de as testemunhas falarem com autoridades, Fox evita detalhes e solta um “I can neither confirm nor deny” (“não posso confirmar nem negar”), sugerindo que existem conversas paralelas que ele não quer expor antes da hora. Ele também menciona que o encontro pode ter duas partes (ou “sessões”) e que a segunda envolveria temas ligados ao lado americano do assunto, com discussões que, nas palavras dele, podem deixar “gente no Pentágono e na inteligência nervosa”.
Ao mesmo tempo, o evento chega cercado por um clima real de cobrança: nas reações recentes online, muita gente pede que contradições e pontos sensíveis ligados ao caso sejam encarados de frente, sem varrer dúvidas para baixo do tapete. O resultado é que a coletiva do dia 20 não promete ser só uma vitrine — mas um teste público de consistência, com o tipo de atenção que o Caso Varginha raramente recebe fora do Brasil.
Para quem vai acompanhar daqui, o essencial é simples: terça (20/01/2026), 13h no Brasil, com cobertura ao vivo confirmada por canal brasileiro e retransmissões previstas por veículos e criadores independentes.







