Uma declaração recente de James Fowler, ex-integrante do grupo Skywatcher, reacendeu o debate sobre como surgiram as classificações modernas de UFOs, hoje chamadas de UAP (Fenômenos Anômalos Não Identificados). Segundo Fowler, muitos dos termos usados atualmente para descrever diferentes tipos de objetos observados no ar não nasceram em iniciativas civis ou acadêmicas, mas tiveram origem direta na UAP Task Force, um grupo criado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
De acordo com Fowler, foi a UAP Task Force que forneceu descrições e categorias iniciais para fenômenos como o chamado “Tic Tac”, o “Tetra” e o “Jellyfish”, termos que depois passaram a circular entre pesquisadores independentes e grupos de monitoramento. Ele afirma que essa nomenclatura não fazia parte do vocabulário original de sua equipe e só surgiu após contatos indiretos com pessoas ligadas à força-tarefa.
Outro ponto que chamou atenção foi a revelação de que a maior parte dos integrantes da UAP Task Force permanece anônima. Nomes conhecidos do público, como Jay Stratton, David Grusch e Luis Elizondo, não fariam parte do núcleo central do grupo, segundo o relato. Fowler afirma que existe um contingente significativo de membros em posições altas do governo e das Forças Armadas cujas identidades nunca foram divulgadas, algo que reforça o nível de sigilo em torno do tema.
Durante a conversa conduzida por Reed Summers, Fowler também detalhou o funcionamento do chamado “dog whistle”, expressão em inglês que pode ser traduzida como “apito ultrassônico”, usada aqui para descrever um sistema eletromecânico criado para provocar respostas dos UAP. A ideia é simples de explicar: trata-se de um conjunto de sinais técnicos emitidos de forma controlada, que não são perceptíveis ao público comum, mas que parecem atrair ou desencadear reações desses objetos.
Segundo Fowler, o sistema não funciona como um botão mágico. Em testes sem o “dog whistle”, nenhum UAP foi observado por semanas, mesmo com radares e sensores ativos. Já quando o sinal era utilizado, surgiam registros visuais e instrumentais, inicialmente após vários dias e, mais recentemente, em questão de horas. Em um evento realizado em 2022, ele afirma que mais de 200 ocorrências foram registradas em poucos dias.
Essas declarações reforçam um ponto sensível do debate atual: a fronteira cada vez mais nebulosa entre iniciativas civis de pesquisa e estruturas governamentais altamente sigilosas. Ao afirmar que parte do sistema de classificação veio diretamente da UAP Task Force e que seus principais membros seguem desconhecidos, Fowler adiciona novas camadas de complexidade à discussão sobre transparência, ciência e segurança nacional no estudo dos UAP.
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