Conferência em Washington reapresenta o Caso Varginha Para Público Internacional: Vallée cita relatos semelhantes ao caso brasileiro

A conferência realizada hoje no National Press Club, em Washington, teve como objetivo apresentar o Caso Varginha ao público americano de forma contextualizada, sem conclusões fechadas. O evento buscou manter o debate aberto, reconhecendo que ainda há muito a ser estudado e analisado, especialmente quando o caso é observado fora do desgaste do debate brasileiro.

O momento que realmente trouxe informações novas foi a exibição de um vídeo gravado por Jacques Vallée, a pedido do documentarista James Fox, responsável pela organização da apresentação. Esse trecho chamou atenção porque apresentou dados e conexões que muitos brasileiros simplesmente não conheciam.

No vídeo, Vallée afirmou, de forma direta, que foi ele quem iniciou um sistema oficial de bancos de dados ligado a pesquisas governamentais. Em tradução literal, ele declarou: “Eu iniciei o sistema de múltiplos bancos de dados usados por um programa patrocinado pela DIA dentro da Bigelow Aerospace.” A DIA é a Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos, ligada ao Departamento de Defesa.

Em seguida, Vallée explicou o conteúdo desses bancos de dados, em uma das falas mais sensíveis do vídeo: “O sistema de armazenamento de dados continha informações sobre cerca de 260 mil relatos filtrados de objetos anômalos em voo e centenas de relatos de criaturas, vivas ou mortas, associadas a veículos que caíram ou pousaram, de procedência desconhecida.” Essa informação, até hoje, é pouco conhecida do público brasileiro.

Outro ponto novo e relevante foi a ligação direta feita com o Caso Varginha. Vallée afirmou literalmente que esses registros incluíam casos “incluindo alguns semelhantes aos de Varginha, fornecendo assim um contexto multinacional e histórico.” Ou seja, ele não apresentou Varginha como um evento único, mas como parte de um conjunto maior de relatos já conhecidos em ambientes oficiais.

Vallée também destacou algo que raramente é discutido no Brasil: a comparação física entre relatos de diferentes países e épocas. Em tradução direta, ele afirmou: “As observações envolvem um total de sete criaturas, geralmente semelhantes em tamanho e formato corporal geral às descritas pelas testemunhas em Varginha, no Brasil.” Ele acrescentou ainda um dado objetivo e incomum: “Todas as criaturas mencionadas respiravam ar normalmente.”

Essas duas partes — a existência de bancos de dados oficiais com relatos de criaturas e a comparação direta entre seres descritos em diferentes países — são, de fato, os pontos mais novos apresentados na conferência, especialmente para o público brasileiro.

Nada disso foi colocado como prova definitiva. O próprio Vallée deixou claro que não representa oficialmente nenhuma agência governamental e que suas declarações têm caráter científico e histórico. Ainda assim, o conteúdo do vídeo amplia o contexto do Caso Varginha de forma concreta, sem exaltação e sem descarte.

No Brasil, o caso segue em um momento delicado, marcado por cansaço, desconfiança e revisões necessárias. Isso não invalida o episódio, mas reforça a importância de cautela. O que permanece mais sólido é o entendimento de que as meninas relataram algo que acreditaram genuinamente ter visto. A partir daí, todo o restante continua em aberto e exige investigação séria.

A apresentação em Washington não encerra o debate nem resolve as fragilidades do caso. Ela apenas acrescenta informações que muitos brasileiros desconheciam e recoloca Varginha dentro de um cenário internacional mais amplo, onde ainda há dados, registros e comparações que precisam ser estudados com calma, sem exageros e sem conclusões precipitadas.

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