Ross Coulthart diz que EUA engavetaram o disclosure, mantêm tecnologia não humana em instalações secretas e evitam explicar UAPs abatidos desde 2023

Em um novo episódio do programa Reality Check, o jornalista investigativo Ross Coulthart respondeu a perguntas do público e fez um dos retratos mais completos e preocupantes do atual estágio do tema UAP, sigla para Unidentified Anomalous Phenomena (Fenômenos Anômalos Não Identificados). Segundo ele, fontes internas do governo dos Estados Unidos indicam que foi tomada uma decisão política clara: o disclosure, termo usado para divulgação oficial ampla de informações, foi adiado por tempo indeterminado.

Coulthart afirmou que o assunto não foi descartado, mas conscientemente colocado em segundo plano devido ao cenário internacional, marcado por conflitos, tensões militares e uma mudança para uma postura de urgência estratégica.

“Estou sendo informado de forma muito clara que foi tomada uma decisão para colocar a questão UAP em segundo plano por enquanto.”

Segundo o jornalista, essa escolha não reflete ceticismo dentro do governo, mas sim prioridade política. Ele disse acreditar que tanto o presidente quanto membros-chave da administração estariam abertos a discutir o tema, porém apenas “no momento certo”.

Ao longo do programa, Coulthart fez uma afirmação direta sobre a existência de instalações que armazenariam tecnologia de origem não humana, mantidas sob sigilo absoluto. Ele disse que uma dessas instalações seria subterrânea e que sua existência foi, por anos, ocultada do Congresso.

“Estou muito ciente de que foi tomada uma decisão de manter em segredo, por enquanto, a localização de uma instalação onde tecnologia não humana está sendo guardada.”

Ele afirmou ainda que houve debates internos sobre revelar a existência desse local, já que ele teria operado fora da supervisão adequada dos comitês do Congresso. A solução encontrada teria sido realizar briefings retroativos a membros do chamado Gang of Eight, grupo restrito de líderes do Congresso com acesso a informações ultrassensíveis.

Outro tema central foi a questão dos biologics, termo usado para possíveis materiais biológicos associados a UAPs. Coulthart comentou investigações independentes que apontam locais como o Dugway Proving Ground, em Utah, mas fez questão de relativizar.

“Sim, Dugway é um desses locais. Mas não estou sendo informado de que seja o local principal.”

Segundo ele, o local mais sensível continuaria fora do debate público por decisão tomada em níveis muito altos do governo, possivelmente envolvendo o Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca.

O jornalista também abordou de forma detalhada os objetos abatidos sobre o Alasca, o Yukon e o Lago Huron em 2023. No caso do Alasca, ele afirmou que houve uma operação de recuperação de grandes proporções, envolvendo dezenas de aeronaves, equipes em solo e gastos de dezenas de milhões de dólares.

“Se aquilo era apenas um balão meteorológico, então foi o maior desperdício de dinheiro público da história.”

Coulthart disse ter sido informado por fontes militares de que houve recuperação de material, tanto no Alasca quanto no Canadá. Segundo ele, militares canadenses teriam sido orientados a permanecer em silêncio por pressão dos Estados Unidos. Ele também citou um documento obtido por meio de lei de acesso à informação no Canadá que classifica um dos objetos como UAP, e não como balão.

Outro ponto forte do episódio foi a crítica direta à mídia tradicional. Coulthart afirmou que, após o alarde inicial em 2023, grande parte da imprensa simplesmente parou de fazer perguntas sobre os objetos abatidos e sobre novos registros de fenômenos anômalos.

“O contraste entre a histeria de 2023 e o silêncio atual é extraordinário.”

Ele disse que relatos de objetos não identificados continuam surgindo sobre instalações militares e civis, inclusive na Europa, e mencionou contatos recentes com fontes nos Países Baixos que descrevem objetos que não podem ser abatidos nem neutralizados com as melhores tecnologias anti-drones disponíveis.

Durante o programa, Coulthart também respondeu a ataques feitos por jornalistas céticos e acusou parte da imprensa de agir de má-fé ao ridicularizar denunciantes e testemunhas.

“Esse tipo de ataque cria espantalhos e desvia o debate de fatos reais.”

O episódio abordou ainda o papel histórico do Vaticano. Coulthart comentou alegações de que arquivos antigos poderiam conter registros de fenômenos anômalos observados ao longo de séculos. Ele confirmou que acadêmicos respeitados já tiveram acesso aos arquivos do Vaticano, mas foi categórico ao afirmar que não existe confirmação oficial de que a Santa Sé esteja se preparando para qualquer anúncio sobre UAPs ou “primeiro contato”.

“Não vejo nenhuma evidência de que o Vaticano esteja se preparando para um evento de disclosure este ano.”

Outro tema sensível tratado foi o das abduções e da possível interferência de uma NHI, sigla para Non-Human Intelligence (Inteligência Não Humana), na reprodução humana. Coulthart afirmou receber milhares de mensagens de pessoas relatando experiências traumáticas e disse não considerar o fenômeno algo que possa ser descartado levianamente.

“Ou estamos diante da maior psicose coletiva da história humana ou há pessoas passando por eventos profundamente perturbadores.”

Ele levantou ainda a hipótese de que a atenção dessas inteligências possa estar voltada mais para o planeta do que para a humanidade em si, sugerindo que a Terra, como biosfera, poderia ser o verdadeiro foco de interesse.

Ao final, Coulthart deixou claro que, nos bastidores, o fenômeno UAP continua sendo tratado como real e estrategicamente sensível. Para ele, o maior risco é que o adiamento deliberado do disclosure leve, no futuro, a uma revelação desorganizada e forçada por vazamentos ou acontecimentos inesperados.

“Não há uma boa razão para que isso continue em segredo, mas ainda assim a decisão foi adiar.”

Fontes:
https://www.youtube.com/watch?v=V5SqWLl7NSQ
https://www.newsnationnow.com/
https://www.newsnationnow.com/podcasts/reality-check/

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