A discussão que envolve tecnologia de origem não humana ganhou um novo ritmo depois que o jornalista Michael Shellenberger, conhecido por sua investigação sobre denunciantes e documentos sensíveis, publicou uma reportagem afirmando que um assessor direto de Marco Rubio disse que os Estados Unidos estariam caminhando para uma “divulgação massiva” — tradução de massive disclosure, expressão usada para descrever a liberação ampla e pública de informações antes restritas ao governo.
O interesse cresceu ainda mais porque Rubio, hoje, é considerado um dos homens mais poderosos do governo americano. Ele ocupa ao mesmo tempo três funções raras: secretário de Estado, conselheiro de Segurança Nacional — cargo conhecido em inglês como National Security Advisor, que assessora o presidente nas decisões mais sensíveis — e responsável pelos Arquivos nacionais, função chamada de Archivist, que supervisiona documentos históricos e sigilosos. Segundo analistas citados por Shellenberger, ninguém reúniu tanto poder desde Henry Kissinger, nos anos 1970.
Na reportagem, Shellenberger diz que Rubio acredita que partes do governo dos Estados Unidos recuperaram tecnologia de origem não humana e repassaram esse material para empresas militares privadas ao longo de décadas. Esses processos envolveriam o que especialistas chamam de engenharia reversa, ou reverse engineering, que é a tentativa de entender como algo funciona desmontando a tecnologia original peça por peça. O temor de Rubio é que empresas privadas tenham passado a controlar informações estratégicas mais do que o próprio Estado.
A conversa em torno desse possível avanço ganhou força em vídeos e análises que discutem a ideia de divulgação controlada, tradução de controlled disclosure, um conceito no qual governos liberam informações sensíveis aos poucos, para evitar riscos políticos ou sociais. O tema também envolve relatos de denunciantes — conhecidos em inglês como whistleblowers — que afirmam ter trabalhado em programas sigilosos relacionados a fenômenos anômalos.
Enquanto isso, órgãos oficiais seguem em posições conflitantes. O Departamento de Defesa, chamado em inglês de Department of Defense ou DoD, diz não ter evidências verificáveis de programas de engenharia reversa envolvendo tecnologia extraterrestre. Já o Departamento de Estado, ou State Department, recusou comentar a reportagem de Shellenberger. Parte dessa divergência pode ocorrer porque programas de alta confidencialidade operam sob o princípio de acesso restrito por necessidade, tradução de need-to-know basis, no qual pouca gente sabe tudo, incluindo às vezes até o próprio presidente.
Críticos também aparecem no texto original. Autores como Mark Pilkington lembram que ideias sobre UFOs podem ter sido influenciadas por décadas de desinformação e operações de contrainteligência — traduções de disinformation e counterintelligence — especialmente durante a Guerra Fria. Outros, como o cético Michael Shermer, sugerem que parte dos relatos poderia envolver drones e tecnologias estrangeiras, sem relação direta com vida não humana.
Mesmo assim, a frase “divulgação massiva” se tornou o centro do debate. Segundo Shellenberger, o assessor que falou sob condição de anonimato confirmou que Rubio considera verdadeiras as alegações sobre recuperação de materiais, engenharia reversa e transferência de tecnologia apresentadas no documentário Age of Disclosure, cujo título significa Era da Divulgação. O documentário também menciona possíveis corridas tecnológicas envolvendo Rússia e China, embora nada disso tenha sido confirmado oficialmente.
Para Shellenberger, Rubio aparece agora como peça fundamental em um momento de transição. E para o público, resta entender o que exatamente essa divulgação massiva poderia significar, caso realmente aconteça. O sentimento que cresce é que o tema deixou há muito de ser periférico, entrando de vez no centro do debate sobre segurança nacional, transparência e o futuro da investigação ufológica.
Fontes:
https://www.public.news/p/secretary-of-state-rubio-believes







